Leio e Escrevo…

…pensando e reflectindo… rezando e partilhando…

Maria escutava a sua palavra

Publicado por leioeescrevo em 7 Outubro 2008

Lucas 10,38-42.
Continuando o seu caminho, Jesus entrou numa aldeia. E uma mulher, de nome
Marta, recebeu-o em sua casa.
Tinha ela uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor,
escutava a sua palavra.
Marta, porém, andava atarefada com muitos serviços; e, aproximando-se,
disse: «Senhor, não te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir?
Diz-lhe, pois, que me venha ajudar.»
O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com
muitas coisas;
mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será
tirada.»

Da Bíblia Sagrada

Comentário ao Evangelho do dia feito por Mestre Eckhart (c. 1260-1327), teólogo dominicano Sermões

«Maria escutava a sua palavra»

Maria devia primeiro ter sido uma Marta, antes de se tornar realmente uma
Maria. É que, quando estava sentada aos pés de Nosso Senhor, ainda não o
era: era-o no nome, mas não na sua realização espiritual.

Algumas pessoas levam as coisas tão longe, que querem libertar-se de todas
as obras. Eu digo que isso não está bem! Só depois do tempo em que
receberam o Espírito Santo, é que os discípulos começaram a criar alguma
coisa de sólido. Maria também, enquanto estava sentada aos pés de Nosso
Senhor, ainda estava a aprender; apenas acabara de entrar para a escola;
aprendia a viver. Mas, depois, quando Cristo subiu ao céu e ela recebeu o
Espírito Santo, então sim, começou a servir. Atravessou o mar, pregou e
ensinou e tornou-se numa colaboradora dos apóstolos.

Desde o primeiro instante em que Deus se tornou homem e homem de Deus,
também Cristo começou a trabalhar com vista à nossa beatitude, e isso até
ao fim, quando morreu pela cruz. Não há um membro do seu corpo que não
participe nesta grande obra.

Fonte: Evangelho Quotidiano

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Banda Jota

Publicado por leioeescrevo em 7 Outubro 2008

A Banda Jota nasceu em 2003. O primeiro desafio foi a participação no Fórum Juvenil que a Pastoral Juvenil da sua diocese – Guarda – organizou.

Desde então, os 10 elementos da banda assumiram como objectivo de vida a composição de temas que anunciam e testemunham o ritmo que a mensagem de Jesus imprime nas suas vida! Segundo a Teresa, um dos elementos, sentem-se, assim, “instrumento de evangelização”. Pretendem testemunhar Jesus através da música, gritar bem alto quem é Jesus, que O amam e que Ele é o sentido das suas vidas. Com as suas músicas partilham a alegria de ser cristão. Acreditam na Verdade que cantam.

Com uma sonoridade pop-funck, nos vários concertos que já deu por todo o país, a Banda Jota foi evangelizando e lançando alguns “hits”. O tema mais conhecido – (A)Braços – atingiu níveis de popularidade, o que fez pensar a sério na gravação em estúdio.

Assim surge o cd [a]braços.

Ao escutá-lo poderás sentir o abraço que Deus que te dá. E também o impulso de, ao som da Banda Jota, ires mais longe e gritares “Aqui está Jesus!”

Objectivos
1. Animação das actividades formativas, recreativas e litúrgicas promovidas pelo DPJG; valorização musical da juventude; renovar, uniformizar e divulgar repertório musical diocesano; editar materiais para apoio a grupos de jovens; partilha com outras dioceses; possibilitar o convívio e a comunhão entre os jovens da diocese; promover a canção mensagem como forma de linguagem musical e evangelizadora.

2. Transmitir, anunciar, testemunhar Jesus através da música, evangelizar, gritar bem alto quem é Jesus… e no meio, animar a juventude e encorajá-la a segui-Lo, a não ter medo de gritar que O amamos e que Ele é o sentido da nossa vida.

Fonte: Banda Jota

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Lucas 10,25-37 – 6 Outubro

Publicado por leioeescrevo em 7 Outubro 2008

Levantou-se, então, um doutor da Lei e perguntou-lhe, para o experimentar:
«Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?»
Disse-lhe Jesus: «Que está escrito na Lei? Como lês?»
O outro respondeu: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com
toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e
ao teu próximo como a ti mesmo.»
Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem; faz isso e viverás.»
Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: «E quem é o
meu próximo?»
Tomando a palavra, Jesus respondeu: «Certo homem descia de Jerusalém para
Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o despojarem e
encherem de pancadas, o abandonaram, deixando o meio morto.
Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao vê-lo,
passou ao largo.
Do mesmo modo, também um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou
adiante.
Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o,
encheu-se de compaixão.
Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho,
colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou
dele.
No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo:
‘Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.’
Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas
mãos dos salteadores?»
Respondeu: «O que usou de misericórdia para com ele.» Jesus retorquiu: «Vai
e faz tu também o mesmo.»

Fonte: Evangelho Quotidiano

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Produtores do Magalhães na mira da Justiça

Publicado por leioeescrevo em 7 Outubro 2008

A empresa que produz o computador Magalhães é arguida num processo de fraude e fuga ao IVA que terá lesado o Estado, no total, em mais de cinco milhões de euros.

Além da JP Sá Couto, é também arguido um dos seus administradores, João Paulo Sá Couto. O administrador e a empresa são acusados da prática dos crimes de associação criminosa e de fraude fiscal, juntamente com outros 39 arguidos.

A acusação é confirmada pelo juiz de instrução no despacho de pronúncia, não tendo, pois, os arguidos conseguido produzir prova capaz de pôr em causa os factos de que vinham acusados pelo Ministério Público, durante uma fase do processo que lhes permitiria ainda ter impedido a ida a julgamento.

A empresa responsável pelo mini-portátil Magalhães e o seu administrador fazem parte de uma lista de 41 arguidos acusados de se terem associado para a prática de uma mega fuga e fraude ao IVA, no ramo da informática. Um esquema vulgarmente designado por “fraude Carrossel” e que consiste em transmissões sucessivas dos mesmos bens, em círculo, entre diversos operadores sedeados em, pelo menos, dois estados da União Europeia e se caracteriza pela não entrega do valor do IVA devido por, pelo menos, um operador no seu país.

Os factos ocorreram entre 1998 e 2001. Segundo pode ler-se na acusação, foi por iniciativa de João Paulo Sá Couto que a empresa que fabrica o computador Magalhães assumiu a posição de elo final no “circuito carrossel”, tendo como contrapartida um lucro de cerca de 4% sobre o valor da mercadoria facturada. As condições das compras e das vendas seriam estabelecidas pela organização. A JP Sá Couto limitava-se a receber e reencaminhar as mercadorias.

Esta é uma acusação que os arguidos rejeitam, na sua contestação, argumentando que a acusação está construída com base em meras presunções, sem factos que a suportem.

Acoplado à acção penal, está um pedido civil: pelos danos do crime, o Estado português pede cinco milhões, cento e trinta e seis mil e novecentos e cinquenta e sete euros (o equivalente ao enriquecimento ilícito das empresas e ao consequente empobrecimento do Estado), acrescido dos respectivos juros de mora.

AC/Marina Pimentel

Fonte: Rádio Renascença

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S. Benedito, o Negro, confessor, +1589 – 5 Outubro 2008

Publicado por leioeescrevo em 6 Outubro 2008

Benedito nasceu na Sicília, por volta de 1526, filho de negros que haviam sido escravos ou que descendiam de outros que o tinham sido.

Ingressou num convento franciscano de Palermo, capital da Sicília, e foi religioso exemplar, primando pelo espírito de oração, pela humildade e pela obediência.

Embora simples irmão leigo e analfabeto, a sabedoria e o discernimento que possuía fizeram com que fosse nomeado mestre de noviços e mais tarde eleito superior do convento. Atendia a consultas de muitas pessoas que o procuravam para pedir conselhos e orientação segura. Foi favorecido por Deus com o dom dos milagres.

Tendo concluído seu período como superior, retornou com humildade e naturalidade para a cozinha do convento, reassumindo com alegria as funções modestas que antes desempenhara.

E assim, na mais sublime indiferença pela sua própria pessoa, faleceu com fama de eminente santidade. Foi canonizado em 1807 e é um dos padroeiros de Palermo.

No Brasil, entre os escravos e as pessoas de cor, foi muito difundida sua devoção, geralmente associada à de Nossa Senhora do Rosário, à de Elesbão, Imperador negro da Etiópia, e à de Efigênia, princesa também negra e igualmente etíope.

Fonte: Evangelho Quotidiano

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Carta aos Filipenses 4,6-9 – 5 Outubro 2008

Publicado por leioeescrevo em 6 Outubro 2008

Por nada vos deixeis inquietar; pelo contrário: em tudo, pela oração e pela prece, apresentai os vossos pedidos a Deus em acções de graças.
Então, a paz de Deus, que ultrapassa toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus.
De resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é respeitável, tudo o que possa ser virtude e mereça louvor, tende isso em mente.
E o que aprendestes e recebestes, ouvistes de mim e vistes em mim, ponde isso em prática. Então, o Deus da paz estará convosco.

Fonte: Evangelho Quotidiano

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Dia Mundial do Professor

Publicado por leioeescrevo em 5 Outubro 2008

Com o intuito de revalorizar o papel do Professor na Sociedade Moderna, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura – UNESCO, criou, desde 1994, o Dia Mundial do Professor, comemorado a 5 de Outubro em mais de cem países.

No que respeita à real significância social da profissão “Professor”, faz todo o sentido acentuar a existência do dia 5 de Outubro. A actividade quotidiana dos docentes, que balança entre o conceito desencantado de profissão e de vocação, confere alma às escolas deste país e dá sentido e corpo à educação e formação dos nossos jovens. A Pró-Ordem pretende, neste Dia Mundial do Professor e, à semelhança do que te feito em anos anteriores, prestar homenagem pública aos docentes de todos os níveis de Ensino realçando o seu importante e crucial papel social na Sociedade da Informação e Conhecimento do Século XXI.

O Professor é a alma de todo o Sistema Educativo, pois sem ele, a Educação encarada já não como uma mera experiência escolar, não seria simplesmente possível! Dignificar o Professor é dignificar a Escola! A Pró-Ordem dos Professores junta, pois, a sua voz ao apelo mundial lançado pela UNESCO, para que seja reconhecido o papel primordial dos professores na formação do mundo de amanhã e para que a eles sejam dados o reconhecimento e o apoio prático de que necessitam para realizar essa tarefa vital que é a Educação…

Neste sentido, a Pró-Ordem comemorou o Dia Mundial do Professor em Lisboa (no Auditório do Instituto Português da Juventude, Parque das Nações), em Coimbra (na Sede Regional, Av. Fernando Noronha, 33, 5º Dto) e no Porto (na Sede Norte, R. Visconde Setúbal, 68). Na fotografia acima pode ver-se alguns dos colaboradores da Pró-Ordem, vestidos a rigor para esta comemoração, sendo a mesa de trabalhos presidida pelo Dr. Carlos Pimentel, Ex-CAE Porto (no centro), o qual coordena o Gabinete de Apoio ao Professor – Atendimento e Aconselhamento, da Sede Norte, juntamente com alguns elementos da sua equipa.

A Pró-Ordem, que tem, entre muitas outras actividades, desenvolvido imensos Seminários e acções de formação, por todo o país, possui web site em www.anpes-norte.rcts.pt e Emails info@anpes-norte.rcts.pt, webmaster@anpes-norte.rcts.pt, info@anpes.rcts.pt

Ao ser sócio da Pró-Ordem, para além de poder assistir a Seminários sobre temas actuais gratuitamente, de ter preferência nas Acções Creditadas, de ter apoio Jurídico, gratuito, para o(a) ajudar a resolver os seus assuntos profissionais, de poder usufruir de descontos em diversas áreas, de receber o Boletim mensal com informações úteis, legislação escolar e todo o tipo de assuntos da classe docente, tem ainda a oportunidade de conviver de forma saudável e alegre, nomeadamente nos períodos de férias, a preços mais acessíveis!

Contacto do formador de informática do Porto: engftf@mail.pt (Fernando Ferreira, Arouca)

Fonte: http://arouca.blogs.sapo.pt/arquivo/331478.html

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4 de Outubro – S. Francisco de Assis, diácono, +1224

Publicado por leioeescrevo em 5 Outubro 2008

São Francisco de Assis, nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, no ano de 1182, de pai comerciante, o jovem rebento de Bernardone, gostava das alegres companhias e gastava com certa prodigalidade o dinheiro do pai. Sonhou com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o “status” que sua condição exigia, e aos vinte anos, alistou-se como cavaleiro no exército de Gualtieri de Brienne, que combatia pelo papa, mas em Espoleto, teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir de preferência o Patrão do que o servo, e em 1206 , aos 24 anos de idade para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo: riquezas, ambições, orgulho, e até da roupa que usava, para desposar a Senhora Pobreza e repropor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa.

Já inteiramente mudado de coração, e a ponto de mudar de vida, passou um dia pela igreja de São Damião, abandonada e quase em ruínas. Levado pelo Espírito, entrou para rezar e se ajoelhou devotamente diante do crucifixo. Tocado por uma sensação insólita, sentiu-se todo transformado. Pouco depois, coisa inaudita, a imagem do Crucificado mexeu os lábios e falou com ele. Chamando-o pelo nome, disse: “Francisco, vai e repara a minha casa que, como vês, está em ruinas”.

Com a renúncia definitiva aos bens paternos, aos 25 anos, Francisco deu início à sua vida religiosa. Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos, cuja ordem foi aprovada pelo Papa Inocêncio III. Santa Clara, sua dilecta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Em 1221, sob a inspiração de seu estilo de vida nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados. Neste capítulo da vida do santo é caracterizado por intensa pregação e incessantes viagens missionárias, para levar aos homens, frequentemente armados uns contra os outros, a mensagem evangélica de Paz e Bem. Em 1220, voltou a Assis após ter-se aventurado a viagem à Terra Santa, à Síria e ao Egipto, redigindo a segunda Regra, aprovada pelo Papa Honório III. Já debilitado fisicamente pelas duras penitências, entrou na última etapa de sua vida, que assinalou a sua perfeita configuração a Cristo, até fisicamente, com o sigilo dos estigmas, recebidos no monte Alverne a 14 de setembro de 1224.

Fonte: Evangelho Quotidiano

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Falar em Igreja

Publicado por leioeescrevo em 3 Outubro 2008

De tempos a tempos, surge em público a questão sobre se a Igreja em Portugal deveria ter ou não um órgão nacional na imprensa para funcionar como voz oficial, que deixasse claras as posições da hierarquia católica a respeito dos mais diversos temas da actualidade, permitindo também esclarecer falsidades ou deturpações lançadas noutros meios.Deixando de lado o facto – relevante – de não existirem Igrejas “nacionais” no nosso mundo católico, a grande questão passa, mais do que pela existência de um ou de centenas de meios de comunicação social, pela centralização de posições e opiniões num número restrito de pessoas, por mais responsabilidades que tenham, algo que acaba por parecer um contra-senso numa sociedade cada vez mais aberta ao pluralismo e a novos protagonismos.

É verdade que nem todos podem falar em nome da Igreja, mas é curioso notar que, quando se quer saber a posição católica sobre determinado tema, só se assumam como possíveis interlocutores os seus Bispos ou, no máximo, um ou outro sacerdote mais mediático. A Igreja não pode falar sobre a crise em Wall Street? Ou sobre alterações legislativas em curso no nosso país? Ou sobre a onda de criminalidade que enche os ecrãs e as páginas dos jornais?

Pode e deve, parece ser a resposta mais óbvia. O que não parece lógico é que se peça sempre aos mesmos que falem de tudo, do futebol à economia, da política à justiça, da cultura às novas tecnologias.

Em Fátima, nas Jornadas Nacionais das Comunicações Sociais, o Bispo de Coimbra deixou um apelo directo a todos os baptizados: é preciso “dar a cara”. Em especial, pediu aos jornalistas que se assumam como vozes católicas no meio do barulho mediático, reagindo quando for oportuno às pequenas e grandes provocações que a altivez (e ignorância) de muitos vão lançando de forma indiscriminada e, quase sempre, pouco fundamentada.

Falar em Igreja é, afinal, falar como comunidade e não como um mero espectador desiludido com o desempenho da sua equipa, mas impossibilitado de entrar em campo. Independentemente dos meios existentes – e os novos tempos da Internet permitem uma diversificação cada vez maior -, o problema da ausência de voz e de vez persistirá enquanto os católicos não se sentirem comprometidos nesta causa, procurando e oferecendo informação quando forem chamados a isso.

 

Octávio Carmo (30/09/2008) – Agência Ecclesia

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… como grãos de areia

Publicado por leioeescrevo em 3 Outubro 2008

“Havia um deserto que possuía imensos grãos de areia. Muitos desses grãos, por serem jovens, deixaram-se levar pela brisa que sobre eles diariamente soprava. Pela sua leveza alcançaram um lugar distante daquele onde tinham nascido, mas isto não era problema, pois a juventude que os caracterizava dava-lhes força e a união necessárias para suportarem a distância. Todos os dias eram inundados pela luz e calor do sol, coisa que eles muito apreciavam, pois quando eram arrastados pela brisa, conseguiam ver o local onde acabavam por cair.

Um dia, porém, a brisa transformou-se em vento e este em furacão que trazia consigo muita, muita chuva. Os grãos sem perceberem, viram-se arrastados em grandes quantidades de areia que ao caírem no chão se iam acumulando, formando dunas cada vez mais altas e extensas. Os pobres grãos, coitados, quiseram libertar-se, mas a água corria furiosa encosta abaixo, levando tudo à sua frente. Os grãos incrivelmente viviam um deserto… no próprio deserto! Acomodaram-se, aconchegaram-se, enfim, recolheram-se o melhor que puderam… porém não conseguiram ficar resguardados por muito tempo. A forte chuvada tinha deixado um rasto de destruição e alguns começavam a empedernir.

Após meses de tempestade, uma manhã um raio de sol mais ousado rompeu o tecto de nuvens e veio incomodar um dos grãozitos de areia que se desprendeu daquele princípio de pedra que estava a nascer. Rolou encosta abaixo e foi tocando com o seu calor os outros grãos seus companheiros de viagem. Aos poucos estas pedrinhas pequenas foram rolando e incomodando outras. Chegadas ao vale, reuniram-se e, fruto da queda, estavam mais redondas, mais lisas, mais leves! Olhavam-se e começavam a perceber que estavam diferentes, mas curiosamente mantinham uma vontade comum que haviam descoberto tempos antes: queriam continuar no deserto mas sentiam que a sua missão era tocar noutros grãos que se estavam a deixar empedernir. Queriam no fundo que o deserto, mantendo aquela aparência, fosse renovado por outros grãos e por novas dunas, que aliás serviam para atestar a leveza de cada grão, pois quanto mais leves, mais eles se deixavam levar pelo vento e novas dunas ajudavam a formar. E como eram, são e serão importantes essas dunas!… Cada nova duna deixa espaço a que outra surja, pois no deserto, aprenderam os grãos, há espaço para todos e todos têm uma missão a cumprir. Uma duna fica mais pobre se perder um grão. Mas uma duna que ganhe um grão, fica mais rica, mais forte, mais coesa. Também é assim o nosso Deus, mais uma alma conquistada, mais alegria no céu.

Sejamos nós estes grãos inquietos que só cumprem a sua missão: aumentar o tamanho das dunas.”

(Paulo Simões, Retiro Kerygma – Fevereiro de 2006)

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